domingo, 22 de abril de 2012
Quebra do Silêncio
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Arrepio
sábado, 17 de março de 2012
Escritos
essas histórias
quarta-feira, 14 de março de 2012
Emêse
insiste em andar em círculos,
a vertigem lhe alucina,
Confere-lhe perda
de toda e qualquer clareza.
respondido pelo eco do lugar vazio.
Esse estado ébrio
conferido pela sobriedade do ser.
Tarde demais,
Estava adita.
sábado, 10 de março de 2012
The Naked Reading
como quem literalmente come
devorava as palavras rapidamente para saciar a fome,
outrora degustava lentamente.
Sempre procurando um chocolate em meio à despensa,
Buscando, no entanto, um meio amargo ou com pimenta.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Discussão de Gênero
Abnegaria dos prazeres carnais
para ser tratada com um pouco mais de respeito
Um pouco menos de mentiras
Um pouco menos de machismo
Garotos de esquerda fascista,
Que se dizem feministas
Conheci alguns,
Apaixonei-me
Perdidamente
Doce utopia ao deslizar por entre as minhas pernas
Doces lábios que saiam do discurso e embalavam meu imaginário
Palavras belas, escolhidas para demonstrar maior erudição
Sempre garotos da área de Humanas,
Humanos, demasiadamente humanos
Ser desumano: típico dos ser humano
Nunca entendi a Etimologia
Aquele estudante de comunicação que se calou
Para mim para todo o sempre
Foi quem me conduziu ao psicólogo e ao psiquiatra
Pensei que estaria passando dos limites ao sentir tudo aquilo
Queria um anestésico forte
Ele se calou em repudio as minhas palavras grossas
Ao meu escárnio, sarcasmo e ódio incontidos
Passei a pensar que a culpa era minha
Eu assim havia permitido,
Ele era inocente,
Nada que eu havia falado fazia sentido
Não deveria tê-lo xingado
Mas melhor manter-se calado,
Assim ninguém mais é enganado,
Tal como ela havia sido
Eu seria a próxima da fila
Aquele outro pregava o amor livre,
Queria um relacionamento aberto,
Falava de feminismo.
Adentrei um relacionamento aberto onde
Ele pensava que só ele era inseguro
Onde eu era a vadia, prostituída
Onde ele poderia amar duas
E ele não se continha
quando eu conhecia
outros lábios
Direita ou esquerda
Ele me disse não perceber seu machismo
Eis o problema da acomodação
domingo, 4 de março de 2012
As Badaladas
envoltas pela ressaca,
dor de cabeça,
peso na consciência,
reconsidera-se a
cabeça não descansa
a torrente de idéias
desconexas afoga
o ser humano.
pisava sob os pensamentos coerentes,
batia o dedo no tocante,
chafurdava-se
no
interior de
seus monstros.
debaixo
da cama,
dentro
do ser
explodir,
prestes a
enlouquecer.
Suas vontades profanas a cercar sua vida;
busca escritos,
busca outras vidas
Espelhar-se e tentar dividir o peso da existência com desconhecidos,
apoiar-se sobre o frágil. Pisar sob cacos de vidros pensando se estes, pelo menos por esta única vez poderiam ajudar
a sustentar
o corpo
frágil e fraco.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Novo Layout
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Anatomia
surge um tema da consistência do ser humano:
não compreendia a beleza envolta em
mostrando cada detalhe ignorado
sob o manto da pele.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Manhã de Sábado
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Garoa e Vinho Tinto
Créditos da Foto
Modificado de
http://www.saopaulo.sp.gov.br/bancoImagens/albuns/7010/_d30075.jpg
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Metacromasia
domingo, 22 de janeiro de 2012
Últimas Notícias
Inocente esvaindo em sangue, seu crime: ter lutado por um direito básico o direito básico de ter um teto. Morreram estes em prol do direito de uns e outros encherem o c* de dinheiro.”
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ócio da Madrugada
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Azul
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Análise de Caso / Há tempos
Ele não é meu e nunca será de minha posse.
Será que ele me tem?!
Só sei q ele some, evapora furtivamente,
é altamente volátil.”
Especialmente de sua melhor amiga,
Amiga de longa data,
Velha e fiel Ansiedade
Assim resolveu aceitar o Presente.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Miopia
Deixará de compreender o macro
De tanto olhar no microscópio
Não reconhece mais os de sua própria espécie
Esqueceu de quem seria
Como um ser em sua totalidade.
Mas não compreendia sua própria conformação
Compreendia Neurobiologia
Não compreendia o que pensava
Buscava evidencias apoiadas em dados
Buscava confirmação por análises estatísticas
Não acreditava nem que sua existência
poderia ter resultados significativos
Desenvolverá miopia.
Se concentrado no que poucos contemplavam
Não conseguia admirar aquilo que lhe cercava.
A beleza que se dissipava em meio a todos
Não percebia a beleza que em torno de si existia
Aquela a qual auxiliava compor
Em todo seu esplendor e harmonia
Apenas vultos e artefatos compreendia.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Seguia
Já não sabia mais para onde ia,
Não mais lhe conhecia
Seguia com um alguém,
Seguia com outro
Ninguém entendia
O que ela fazia
O que ela queria
Nem ela mesma
Seguia por ruas vazias
Seguia por estradas de chão
Seguia por vilarejos
Ouvia passos, mas estava sozinha
Amava seu delírio
Não era correspondido
Delirava então que amava
Quem?
Ela não sabia
Sentia-se então culpada
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Abnego
Abneguei de meu lar,
Minha estabilidade,
Minha sanidade.
Abnego-me agora das tuas.
mais viver minha vida daquela forma,
contigo em outro universo.
tal como sempre quis:
inatingível, inabalada;
No entanto,
mostrei-me como sempre
foi de meu agrado: com convicção e determinação.
Percebo que a imagem construída, desmorona, se liquefaz.
Percebo que talvez tudo aquilo que me encantou,
talvez fosse,
apenas um delírio incontido dentro de si mesmo.
Adita neste placebo, agora revelado.
Fim do teste de duplo cego,
O qual se mostrou estatisticamente significante
Para o tubo branco.
Senão um começo
de trás para frente.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Restaura-se
sou meu próprio disfarce,
sou minha própria marginalidade,
sou o reflexo de toda austeridade.”
– declamou para sua dose de bourbon.
seu próprio brilho,
sou todos os desatino,
Sou a torcida por todos,
Os quais torcem pelo meu fim.”
por confiar naquilo que,
por ela, deixou de ser,
Cairá em sua própria armadilha
Com o sentimento de Déjà Vu "
– Mais uma vez lhe interrompeu.
Antes esperava pelo melhor
Agora ela continua
Mas não vejo muito além.”
–Respondeu, pela primeira vez sem interromper lhe.
“...Nem para si mesmo...” – Concluiu baixinho.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Autodestruição
Dia Ensolarado
domingo, 2 de outubro de 2011
Holometábolo
domingo, 18 de setembro de 2011
O Reencontro
domingo, 11 de setembro de 2011
A Alpinista
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Anamnese
Sentou no divã como quem senta na cadeira do dentista, sem dirigir nenhuma palavra ao analista...
(Psicólogo, psicanalista, psiquiatra... Nem ela mais sabia; poderia até ter recorrido, por engano, a um neurologista ou neurocientista...)
Sentou-se de modo sem jeito e seco; sentindo-se como uma mulher em sua visita rotineira ao ginecologista... Sentia-se tanto ou mais exposta que em tal circunstância.
domingo, 21 de agosto de 2011
Domingo
Mais um dia sem novidades,
mais um dia almoçando as três da tarde.
A depressão instantânea
Onde a solidão torna mais reclusa,
Escondida dentro de cada ser,
Que diz bom dia.
domingo, 7 de agosto de 2011
A Epístola
Para que ela esteja aonde não pude estar,
Para que ela seja tocada e sentida por ti,
Para que ela se misture as suas coisas
E seja guardada em um canto obscuro,
Mas não perdida,
Para que ela leve uma parte de mim...
E esta, esteja contigo.
Tentando que esta leve tudo que eu sinto,
Faça-me esquecer tudo isso,
Que me perturba noite e dia.
Para que essa parte de mim,
Seja, dentro da gaveta, esquecida.
Seja reencontrada em alguma limpeza
E dela surja apenas um sorriso,
Como quem acha algo há muito tempo guardado,
E se lembra de um tempo que não volta mais.
Que fique ela junto aos teus livros,
Junto com a inspiração dos mortos,
Que em mim tu tornaste viva.
Entretanto, está carta não tem endereço,
Seu destinatário será apenas algum canto na minha gaveta:
Um lembrete para parar de agir como uma idiota.
Poderia apagar-te de todas as lembraças
Todos aqueles pequenos detalhes,
Os quais insistem em debochar de minha atual situação.
Mas de nada adiantaria,
Minha própria mente iria continuar
A sabotar-me diariamente.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
A Viagem
Afinal é a memória que torna viva muitas coisas que sem ela não existiram mais.
Estado de espirito: tal e qual uma obra de Edward Hopper.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Ode a Curitiba
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Geada e Neblina
domingo, 26 de junho de 2011
A Tranquilidade do Mar
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Coisas que só acontecem comigo, parte 6
Poderia ter ido naquele... É... Estava na hora certa, no local certo, na semana errada.
domingo, 12 de junho de 2011
Ode a quem nunca mais vi passar
segunda-feira, 28 de março de 2011
O Soar da Campainha
quarta-feira, 9 de março de 2011
1/2 Pela Metade
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Esvaindo-se
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O Passar dos Dias
Meu relógio biológico anda desregulado, mas não pela vida agitada, mesmo porque minha ansiedade tem diminuído... O tédio desregula meu sono...
Dormir é o que faz passar os dias, logo a noite não tem do que se ocupar, isso se dá pelo forte calor que ninguém consegue aguentar. Lá fora o sol que bate na cabeça produz cefaléia, o asfalto auxilia a manter a temperatura que representa ser o prenuncio do inferno em que se tornará a terra. Com essa rotina sem objetivo espero o passar dos dias, o passar do calor, o passar do frio, o dia perfeito para algo ser feito. Pena que este dia costuma tardar, a eternidade.
Mas vós, meus caros, nenhum de nós temos todo esse tempo, somos todos matéria orgânica, prestes a ser decomposta, prestes a fazer parte da entropia do universo, prestes a seguir as leis da termodinâmica.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A Visita
A inspiração voltou como quem vem de longe... Como a brisa marinha trazida ao alto da montanha por uma chuva torrencial que vem lavando tudo... Com ela muitos detritos esquecidos. Veio sem perguntar se poderia, veio com muita bagagem, e eu, na condição de hospede, tendo que recolher as malas... Curiosidade mórbida pelos velhos presentes que estariam lá...
A visita era quase tão velha quanto eu, seu nome: Nostalgia, na sua áurea: medo e alegria. Sentimentos opostos que contrastam e tecem esse tapete de retalhos que eu escondia bem lá no fundo da casa, perto da lavanderia.
Esconder é ocupação antiga... Quando criança aonde tinha uma gaveta na qual escondia tudo que minha mãe falava que deveria ser guardado. Mas esconder não funciona por muito tempo... Um dia a gaveta ficou muito pesada, perdeu seu elo com aquela espécie de trilho onde deslizava e nunca mais se abriu. A força da criança era insuficiente.
Gavetas tais como as de Dalí que só a psicanálise poderia abrir? Quem sabe? Sei que já não ando mais tão à toa quanto aquela época, sei que já não absorvo mais tudo tão facilmente...
Passada a infância e adolescência... Agora quero saber a procedência de tudo: a fonte da afirmação, a safra do Cabernet Sauvignon, o qual na época não existia na minha vida, tomava em vez deste um vinho barato... Daqueles denominados tinto suave, ou seja, vinho seco com açúcar a qual maximiza seu enjôo na ressaca.
Ressaca na praia naquela onde pensei que as ondas teriam levado consigo os pedaços daqueles momentos com o vai e vem das ondas, assim como moem as conchas.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Branco Amarelado
Mais um fim de ano, mas uma vez a mesma coisa. Os mesmo desejos, as mesmas promessas para a lista que logo será esquecida, as mesmas pessoas, a mesma vidinha. Fim de ano, mais um ano, um novo começo? Apenas mera continuação?! Praia, fogos, musica ruim, bêbados, garrafas de sidra barata ou espumante pela areia, depressão... Por que não? Todos ébrios, querendo festa e eu no meu quanto sóbria vendo a decadência humana. Mais um ano? Na verdade um ano a menos, a idade se acumulando, os anos passando... Qual o motivo de tanta festa? Observava a decadência musical também, a cada ano um novo hit tão previsível e insuportável quanto os demais.
O branco da tradição? Até ele anda meio desbotado... Não há mais o contraste do povo de branco e os poucos descrentes de preto. A coisa anda colorida demais... Mas melhor nem falar sobre colorido nesse fim de ano... Piadinhas a parte, o amarelo, rosa, vermelho em alta... Dinheiro, amor, paixão... Meu olhar para o futuro não é muito otimista, basta olhar para todas as catástrofes ambientais que aumentam a cada ano para acreditar na profecia maia. Mas talvez no fundo tudo isso se deva por um egocentrismo que não se deixa realizar, festa em todo o país que não me deixam fazer a minha me particular, quem recém fica sabendo e mal me conhece diz “ah que bacana” “não é não”, no meu dia amigos estão longe, conhecidos nunca lembram...
Pessoa: - “Feliz ano novo”
Eu: - “Só isso”
Pessoa: - “Não... muita saúde, paz prosperidade”
Eu: “ ¬¬”
Mas sabedoria que se acumula é o melhor presente, melhor do que falsas felicitações. Agora a velhice já não me assusta tanto... Vou aprender a jogar gamão, montar um moto clube... Hahaha
As reclamações são mais para não perder o costume mesmo, os dois últimos anos foram ótimas, muitas mudanças inicio do ano passado, neste ano foi mais um aperfeiçoamento. E creio que este que está por vir é uma continuação e uma melhor organização da minha vida, se continuar tudo como está na minha vida, está ótimo.
Só que a nossa volta sempre o desejo de mudar, não ao conformismo, jamais.
Bom 2011 a todos. Que seja um ano mais sustentável, menos conformista, com mais informação bem aplicada. E realizações pessoais para todos também. E ficamos por aqui com aquela piada do tio do churrasco... até ano que vem ¬¬' hahahaha
domingo, 12 de dezembro de 2010
Destroços
Fui até lá, mas tudo já tinha acabado, só havia uns poucos perdidos, ébrios ou drogados. Fui até lá, sentei e esperei, esperei pelo temporal que se aproximava, mas nem ele quis me ver. Andei um pouco por aquelas ruas antigas, alguns pingos pegaram em mim, tentei achar alguém, tentei achar alguma inspiração, mas nada havia além de mim mesma e essa convivência turbulenta entre nós.
Talvez essa convivência seja turbulenta há algum tempo, mas não tenha percebido. Há tão pouco tempo para ficarmos sós. Sempre com um milhão de coisas para fazer, sempre querendo fazer tanta coisa e não conseguindo, sempre querendo dar atenção para tantas pessoas e acabei esquecendo... Sempre que fico meio a toa sinto que tem algo errado, talvez pelo costume de sempre estar tudo errado, de sempre estar correndo sem saber direito para onde. Sendo sempre “aquela garota que anda rápido e por isso passa e não me vê”.
Há tão pouco tempo que o tempo que eu tenho e tento agarrar se esvai por entre os dedos e cai pelo bueiro, eu tento lamentar, mas quando vejo as preocupações já são outras. Mais um dia a toa. Mas logo só sobrarão as poças de lama dessa tempestade.
Ps.: Ao tentar postar esse texto tentei logar com meu e-mail pessoal e depois com o da faculdade, where’s my mind?
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
O Brinde
Á paixão levanto essa taça de vinho tinto. Ah paixão... Paixão inconstante tal quais as chuvas apocalípticas de verão, as quais tanto me agradam com seu odor límpido característico de terra molhada, com seus ventos sem destinos, com seu prenuncio de duração eterna, com seu fim inesperado, com duração indeterminada.
Dia desses ao sair feliz de casa encontrei um garoto no elevador, aquele que estava prestes a descobrir as maravilhas da adolescência... Estava arrumado e usava um perfume característico, como o de alguém que custei a descobrir, ele conferia os detalhes no espelho do elevador e eu pensava em quem seria a merecedora destes detalhes de alguém que parece sair para seu primeiro encontro, fiquei feliz ao perceber que coisas como essa não mudam com o tempo. Então a felicidade boba se apoderou de meu ser.
Lembrei-me da ultima vez que vi essa ao andar pelas ruas do centro, os prédios históricos e o cheiro de cultura sempre pairando pelo ar me fazem bem nessa cidade... Mas o motivo daquele dia era diferente. Lembrava de um carinho escancarado no qual nos dias de hoje só provem de casais, tratava-se de casal, mas de amigos quase irmãos, nada, além disso, amizade casta e intocável desacreditada por toda a sociedade. Abraçar as pessoas hoje em dia sinal do ser ébrio se apoderando do ser racional, abraçar as pessoas às vezes é realmente culpa da bebida, outras vezes a bebida que é desculpa para abraçar as pessoas sem se preocupar com os pré-julgamentos.
Hoje naquela profunda vivencia com seus entrelaces, com seus contrates tão bem definidos estava eu em minha longa viagem perto demais que alcançava e compreendia tudo. Minha paixão ao todo esparramada encontrava-se focalizada então naquilo que mais estimava, não mais em figuras inexistentes que eu transportei tantas vezes para atores reais. Agora tudo estava em seu lugar, e eu perdida no meio do macio.
domingo, 24 de outubro de 2010
Novos Velhos Conceitos
Eles todos queria se transportar para o passado. Eu queria voltar para a adolescência para quando era a eles semelhante. A noite se iniciou com uma nostalgia de doer a alma e uma tristeza a qual insiste sofrer. No meio daquela maré embriagada de felicidade há um pequeno ponto mais gelado. O ponto mais gelado ocasiona um choque térmico no sistema, a energia cinética a se movimentar... Os átomos a mostrar toda a sua força dentro de seu ser tão pequeno e insignificante.
O copo de vidro frio trinca por dentro dele ser entornada água fervente. Mas ela insiste em desafiar a natureza selvagem e se jogar dentro daquele mar revolto, quente em meio a uma tempestade elétrica. Assim que ela coloca o primeiro pé o mar se acalma, pois ao fazer parte dele percebe que toda aquela energia é mal canalizada. Ela não estabiliza a energia e também não quer ser um mero condutor elétrico onde se prega que se deve conduzir por conduzir sem amor, mas para um objetivo maior de pregar o a forma livre do que não deveria ser conduzido.
Um mar de pura contradição, onde idéias revolucionárias e machistas formam um híbrido nem um pouco comum, pois os homens que lá estavam queriam parecer por fora maiores do que por dentro, com isso se enchiam de ar e hipocrisia. As interações fracas se criavam... Mal sabiam eles que essas podem ser alteradas facilmente. A estrutura fraca assim construída se desmonta por desnaturação a menor alteração do calor.
Seriam esponjas que se enchem de nada para se tornar maior ou palha de aço que enche tudo de ferrugem, servem apenas para causar atrito, mero condutor elétrico que sem força de outrem não tem a menor utilidade?
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O cumprimento
Eu estava entretida a tirar suas coisas do escaninho, o armário escolar da biblioteca. Uma pessoa feliz me cutuca, olho para trás e acha que a pessoa havia lhe confundido de costas, como é de costume. Volta-se novamente para frente. É novamente cutucada, dessa vez a garota saltitante lhe diz empolgada e feliz:
-Oi!
Não conhecia a garota e tão logo pensei “Vou ser educada, apesar de ela estar se enganando demais, quem ela acha que eu sou? Eu nunca vi essa pessoa antes na minha longa vida.”
-Oi...
-Já te cumprimentei milhões de vezes e você nunca responde – diz a garota com um sorriso de ponta a ponta.
- Deve ser porque eu não te conheço, pensei. Mas resolve responder com um simples: “Desculpa” e tirando as coisas do armário tento correr para longe daquela situação embaraçosa. Tento por vários minutos pensar em outro desfecho para aquela história, relembo todas as atitudes que poderia ter tomado.
Será que deveria ter admitido para ela que ela não me conhecia, mas se ela me conhecesse poderia ficar chateada, não poderia tirar aquele sorriso daquele rosto ainda infantil. Mas se eu mantivesse um diálogo talvez tivesse falado besteira... Talvez acabasse por entregar o segredo que minha testa reluzia. Ou quem sabe tendo a conversa iria personificar a loucura daquele ser que pensava me conhecer.
De qualquer forma seu rosto de minha mente já se apagou e eu talvez eu continue sem responder seus cumprimentos sinceros, apimentados com um pouco de informalidade a qual eu gostaria de saber de onde vem.
sábado, 4 de setembro de 2010
Brazilian Cheese Bread
Quando ela finalmente chegou, percebeu que a fachada não era mais a mesma, ou talvez sua memória. Não tinha mais aquele estilo colonial, mas mesmo assim pediu o tal pão de queijo. Ficou com receio de pedir com orégano e não haver mais essa opção, passando por excêntrica para a mulher do balcão, além do mais, sempre que se pedia pão de queijo a pergunta lhe era automaticamente feita.
Ela ficou a salivar enquanto esperava... Parecia uma eternidade solúvel que ia se aproximando de sua boca. O pão de queijo chega, parecia-lhe igual, o sabor também, mas isso não a satisfez. Percebeu então que a falta que sentia não era do pão de queijo, e sim de ter 7, 8 anos.
domingo, 29 de agosto de 2010
Rosemary faz as malas
Mudar-me-ei para perto da praça, mas espero não rever aquela velhinha alimentando os pombos, até ai tudo bem se ela não pegasse a bengala e tentasse os acertar em quanto gargalhava com uma boca sem dentes...
Vou sair do cortiço que vivo: um prédio antigo típico da trilogia do apartamento de Polanski. Espero não mais acordar com a cama da vizinha de cima a ranger cada vez mais rapidamente até parar, esperar uma meia hora e retornar, outro vizinho diz que ela ganha para isso, o que não me interessa e preferia não saber. Não mais serei acordada pela vizinha de baixo que sabe o horário que chego e saio, a qual me acorda e irritada pede para eu fazer silencio. Não escutarei mais o vizinho imitando Fudêncio fazendo um discurso de ganhador do Oscar, nem sentirei do nada cheiro de maconha, ou alguém assobiando Guns.
Numa dessas acordei por volta das quatro horas da manhã de um dia útil com a voz e o choro de uma mulher desesperada a qual dizia: “Oh meu Deus, o que foi que eu fiz?”. Eu pensei “Minha nossa, ela matou o marido e se arrependeu”. Mas não, isso era apenas uma das muitas brigas que viriam dali para frente.
Aqui o pessoal é bem diversificado, tem gay, lésbica e travesti, tem estudante, filhinho de papai... Renderia tudo isso uma bela história desse prédio tão antigo, mas o que eu fiquei sabendo foi por mero acaso, por mim preferia não saber de nada disso, mas ai não teria essa história para contar. Acho que enfim poderei dormir em paz.



