Mais um dia sem novidades,
mais um dia almoçando as três da tarde.
A depressão instantânea
Onde a solidão torna mais reclusa,
Escondida dentro de cada ser,
Que diz bom dia.
Eles todos queria se transportar para o passado. Eu queria voltar para a adolescência para quando era a eles semelhante. A noite se iniciou com uma nostalgia de doer a alma e uma tristeza a qual insiste sofrer. No meio daquela maré embriagada de felicidade há um pequeno ponto mais gelado. O ponto mais gelado ocasiona um choque térmico no sistema, a energia cinética a se movimentar... Os átomos a mostrar toda a sua força dentro de seu ser tão pequeno e insignificante.
O copo de vidro frio trinca por dentro dele ser entornada água fervente. Mas ela insiste em desafiar a natureza selvagem e se jogar dentro daquele mar revolto, quente em meio a uma tempestade elétrica. Assim que ela coloca o primeiro pé o mar se acalma, pois ao fazer parte dele percebe que toda aquela energia é mal canalizada. Ela não estabiliza a energia e também não quer ser um mero condutor elétrico onde se prega que se deve conduzir por conduzir sem amor, mas para um objetivo maior de pregar o a forma livre do que não deveria ser conduzido.
Um mar de pura contradição, onde idéias revolucionárias e machistas formam um híbrido nem um pouco comum, pois os homens que lá estavam queriam parecer por fora maiores do que por dentro, com isso se enchiam de ar e hipocrisia. As interações fracas se criavam... Mal sabiam eles que essas podem ser alteradas facilmente. A estrutura fraca assim construída se desmonta por desnaturação a menor alteração do calor.
Seriam esponjas que se enchem de nada para se tornar maior ou palha de aço que enche tudo de ferrugem, servem apenas para causar atrito, mero condutor elétrico que sem força de outrem não tem a menor utilidade?
Eu estava entretida a tirar suas coisas do escaninho, o armário escolar da biblioteca. Uma pessoa feliz me cutuca, olho para trás e acha que a pessoa havia lhe confundido de costas, como é de costume. Volta-se novamente para frente. É novamente cutucada, dessa vez a garota saltitante lhe diz empolgada e feliz:
-Oi!
Não conhecia a garota e tão logo pensei “Vou ser educada, apesar de ela estar se enganando demais, quem ela acha que eu sou? Eu nunca vi essa pessoa antes na minha longa vida.”
-Oi...
-Já te cumprimentei milhões de vezes e você nunca responde – diz a garota com um sorriso de ponta a ponta.
- Deve ser porque eu não te conheço, pensei. Mas resolve responder com um simples: “Desculpa” e tirando as coisas do armário tento correr para longe daquela situação embaraçosa. Tento por vários minutos pensar em outro desfecho para aquela história, relembo todas as atitudes que poderia ter tomado.
Será que deveria ter admitido para ela que ela não me conhecia, mas se ela me conhecesse poderia ficar chateada, não poderia tirar aquele sorriso daquele rosto ainda infantil. Mas se eu mantivesse um diálogo talvez tivesse falado besteira... Talvez acabasse por entregar o segredo que minha testa reluzia. Ou quem sabe tendo a conversa iria personificar a loucura daquele ser que pensava me conhecer.
De qualquer forma seu rosto de minha mente já se apagou e eu talvez eu continue sem responder seus cumprimentos sinceros, apimentados com um pouco de informalidade a qual eu gostaria de saber de onde vem.