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domingo, 24 de outubro de 2010

Novos Velhos Conceitos

Eles todos queria se transportar para o passado. Eu queria voltar para a adolescência para quando era a eles semelhante. A noite se iniciou com uma nostalgia de doer a alma e uma tristeza a qual insiste sofrer. No meio daquela maré embriagada de felicidade há um pequeno ponto mais gelado. O ponto mais gelado ocasiona um choque térmico no sistema, a energia cinética a se movimentar... Os átomos a mostrar toda a sua força dentro de seu ser tão pequeno e insignificante.

O copo de vidro frio trinca por dentro dele ser entornada água fervente. Mas ela insiste em desafiar a natureza selvagem e se jogar dentro daquele mar revolto, quente em meio a uma tempestade elétrica. Assim que ela coloca o primeiro pé o mar se acalma, pois ao fazer parte dele percebe que toda aquela energia é mal canalizada. Ela não estabiliza a energia e também não quer ser um mero condutor elétrico onde se prega que se deve conduzir por conduzir sem amor, mas para um objetivo maior de pregar o a forma livre do que não deveria ser conduzido.

Um mar de pura contradição, onde idéias revolucionárias e machistas formam um híbrido nem um pouco comum, pois os homens que lá estavam queriam parecer por fora maiores do que por dentro, com isso se enchiam de ar e hipocrisia. As interações fracas se criavam... Mal sabiam eles que essas podem ser alteradas facilmente. A estrutura fraca assim construída se desmonta por desnaturação a menor alteração do calor.

Seriam esponjas que se enchem de nada para se tornar maior ou palha de aço que enche tudo de ferrugem, servem apenas para causar atrito, mero condutor elétrico que sem força de outrem não tem a menor utilidade?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mundo Mecânico (Admirável Laranja)

Em um futuro não muito diferente dos dias atuais a humanidade passa seus dias a promover seu intuito mor, seu maior objetivo, sua única crença, O SISTEMA. Mas um homem foge as regras.

Acostumado a acordar todos os dias e cuidar da sua plantação de milho, o homem isolado da sociedade, mas não das pessoas passa seus dias a filosofar sobre seus sonhos, a viagem de seu espírito por vidas passadas. Lá ele se encontra buscando evoluir tal como Platão, lá se encontra ele esperando pelo fim do ciclo, evoluindo e esperando um novo começo mais fácil e uma nova vida melhor. Conhecia ele através de suas viagem todas as sutilezas entre a vida e a morte, entre o céu e a terra, nunca jamais havia duvidado, então sua vida era plena e tranqüila. Não esperava pela morte e sim por um recomeço.

A sociedade da época desse “homem bucólico e arcaico” segundo julgamento da própria ia padronizando as pessoas, seguindo o que até então era visto como artimanha do inimigo vermelho. Essa sociedade aboliu assim como seus inimigos as crenças, mas passou a louvar Comte. Seus messias eram cientistas e seu altar mesas frias de mármore, seus santos uma série de tubos como aqueles de xarope de morango, mas que ao invés do desenho da fruta ostentam símbolos químicos e indicam grau de pureza e molaridade. A visão de religião desse povo é tida como algo provinciano e ultrapassado, como uma série de mitos sem sentido para aquilo que a ciência não conseguia explicar, uma visão como a nossa sociedade atual tem do paganismo grego. A polêmica da divulgação dos resultados de experimentos sob a vida após a morte já era página virada, o vaticano agora já havia sido derrubado depois de uma série de escândalos de corrupção e acusados com pena perpetua pelo pior dos crimes: Impedir o avanço da ciência.

Vizinha ao homem fora dos padrões vive então uma mulher de aproximadamente seus 50 anos, que passa a vida dedicando-se a ciência como trabalho e ao capitalismo como hobbie. Imersa em seus deveres de cidadã demorou a notar a existência de um homem que morava ao lado de sua imensa casa moderna, seu vizinho parecia lhe não saber aproveitar o espaço de sua residência, ao invés de sala de jogos, bar, espaço teen, cinema, playground, piscina ou quadra de tênis, o velho senhor tinha uma plantação de milho. Isso demorou a ser notado, pois envolve uma curiosa história sobre o dia que a mulher foi obrigada a ver através de seus altos muros, pois teve que andar a pé 10 m, a história desse evento absurdo contarei a vocês qualquer dia.

Saindo então de sua residência, a mulher percebe que seu vizinho não tem altos muros cercando sua morada, criando então um novo hobbie, vigiar o excêntrico proprietário, isso a fazia se sentir bem e gerava-lhe certa nostalgia, havia crescido assistindo aos ultrapassados programas de reality show 24hs por dia. Com isso acaba por ficar apavorada ao descobrir as crenças de seu vizinho e resolve ligar para a polícia investigativa. Pouco tempo depois o homem é levado e sua casa lacrada e implodida, dando lugar ao progresso de mais um condomínio fechado.


Continua...

Ou não...