>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
Poderia na não-existência o vazio existir?
Mostrando postagens com marcador Niilismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Niilismo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 12 de abril de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Últimas Notícias
Não passou na mídia de massa:
“Mais um massacre:
Inocente esvaindo em sangue, seu crime: ter lutado por um direito básico o direito básico de ter um teto. Morreram estes em prol do direito de uns e outros encherem o c* de dinheiro.”
Inocente esvaindo em sangue, seu crime: ter lutado por um direito básico o direito básico de ter um teto. Morreram estes em prol do direito de uns e outros encherem o c* de dinheiro.”
A matéria continuava com seu falatório mudo:
“Quem decidiu sobre a vida ou a morte daqueles? O Estado. Quem financiou o aparato? Eu você, e todos nós. Pagamos impostos para ajudar no financiamento do massacre de nossos irmãos de luta. Governante, cristão, de boa família repousa sob o travesseiro após engolir almas e escarrar sangue na cara do povo.
Reza a lenda que seu partido havia sido contra a ditadura, grande novidade... A Direita de hoje era a Esquerda de ontem; a Esquerda de hoje são aqueles poucos que lutam para conquistar o poder e então poderem se corromper.”
Lembrará disso em seu passeio matutino, lembrara com um hibrido de velha memória, devaneio, embriaguez e cansaço; esforçara-se, mas o franzir do cenho em nada a auxiliava em remeter suas memórias. Acendeu o cigarro, o levou á sua boca empalidecendo o batom vermelho em seus lábios, escurecendo seu pulmão, pouco a ela restava, era o ultimo dia de sua vida, era o ultimo dia da vida de todos aqueles que a cercavam e de todos aqueles os quais não tivera oportunidade de conhecer, de amar, de odiar, ou de em sua vida passar sem nada alterar. Havia decidido contemplar a humanidade, sair vestindo nada embaixo de um sobretudo, coturno desamarrado com meia 7/8 rasgada. Escolhera o visual de modo a não perder seus últimos minutos com futilidades como roupa, e ao mesmo tempo parecer elegante ao esperar pelo grande show.
Milhares de gerações haviam clamado por este momento que ela estava prestes a presenciar, a pauta máxima comunista e anarquista: o fim de uma sociedade desigual estava anunciado para aquele fim de tarde. Por ironia daquilo que não existia, o chamado Destino, isso se daria com o fim da raça humana, patrocinada pelas grandes empresas, grande show com fogos de artifício, whisky sem gelo, full HD, transmitida para todo o mundo, enfim luzes, explosão, camarins de pessoas famosas, os bastidores dos famosos.
Quem assistiria tudo aquilo? Era o fim do mundo, quem estava se importando com televisão? Aqueles que se deliciavam com o cortar das linhas que os prendiam como marionetes, enfim estariam livres da escravidão, pena que por tanto tempo, ao menos tinham o que comemorar, era a primeira vez em toda a história da humanidade que os menos favorecidos teriam seus primeiros e últimos minutos de liberdade suprema. Aguardavam como condicionados estavam: em frente à TV só assim saberiam o momento exato.
Ela passava e observava todas as TVs ligadas, todas em um mesmo canal sintonizadas, por mais que em todos os canais passem a mesma coisa, a prioridade continuava sendo a mesma.
Era o fim de tudo, e tudo seguia seu rumo até lá, esforçavam-se todos em prol de manter tudo nos conformes, manter tudo como sempre se lutara para manter, tudo igual, transcorrendo por inércia. Manter a rotina e os conformes era o ultimo desejo dos poderosos, os donos da festa niilista.
domingo, 11 de setembro de 2011
A Alpinista
Há seis anos na beira do abismo,
Há seis anos pendurada por um fio,
Finalmente:
a
Q
U
E
D
A
. Ao rolar pelo precipício, muitas coisas ela trouxe para baixo consigo.
Já havia sido alertada por outro alpinista dos perigos; este conhecia a prática, diferentemente desta que sabia muito, mas apenas da teoria, da observação, de anos de estudo... Os quais caíram por terra ao lado dela.
Ela havia se voluntariado a queda, era a única forma de tentar escapar, de sair daquela situação... Era arriscado, mas caso ocorresse tudo como ela desejava, conseguiria subir e finalmente chegar ao topo, finalmente poder descansar... Poder, enfim, admirar sua conquista, a bela paisagem, passar a noite lá em cima, ver as estrelas e voltar para casa com uma alegria que em si mesma não caberia.
Mas infelizmente, sua busca desesperada por uma forma de sair daquele impasse foi errada, e lá está ela a descer o morro, levando consigo pedras e terra, tentando inutilmente se agarrar na vegetação, levando esta consigo, para fim do abismo.
Sentiu então sua pele dilacerar com as pequenas pedras em sua pele cravar, sentiu o atrito, sentiu a ardência. Não tentou mais escapar, achou melhor aceitar. Por muito tempo havia pensando no que fazer; agora não a restava mais nada senão sentir a queda. Buscou então alguma volúpia masoquista recordando-se de uma frase contida em um dos romances do sábio Goethe “Não há alegria sem dor, dor sem delícia”.
Só lhe restava esperar a queda acabar, reunir suas coisas e partir. Ir para casa desinfectar suas feridas, verificar o que foi quebrado, tirar toda a terra de si... Borrifar álcool 70° com um sorriso sarcástico e aguardar a cicatrização, enquanto isso: aproveitar. Verificar que de fato há sangue em seus vasos, verificar que de fato continuar viva. Aguardar o retorno, contar para os amigos. Mostrar as cicatrizes e ouvir a velha pergunta “Mas valeu a pena?”. Não encontrar resposta, não há resposta, não nem o sim, nem o não estão corretos, não há certo ou errado.
Por fim, brindar o fracasso com uma água tônica e sentir o sabor da vida.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Falsidade Ideológica
Talvez, para a maioria das pessoas, a sinceridade é querer demais. Alguns culpam a religião, outros os costumes, às vezes as regras de boa convivência, muitos nem sabem o que sentem. A verdade nua e crua pode ser dita, não necessariamente com essa discrição de um bife congelado, mas temperada com um pouco de humor, jeito e bom senso. Em alguns casos um bife congelado pode ser bem apetitoso também, entretanto, isso é só parte da minha personalidade peculiar. Uma explicação detalhada ou um pouco de filosofia ou racionalidade podem resolver problemas com o sistema nervoso simpático que nada tem haver com simpatia de fato.
O maior problema é quando a falsidade vem de dentro e engana-se a si mesmo, encarna-se o personagem, vive-se em uma realidade paralela mais cômoda, porem cedo ou tarde a verdade insiste em bater a porta com um balde vermelho contendo lágrimas, as vezes para ser divido entre você e o ator coadjuvante da peça, as vezes somente para ele. Parece-me que se valoriza mais as palavras que o sentimento de ser amado, quando a verdade surge, ela se espalha pelo ar como um esporófito, não necessitando ser afirmada veementemente como falsos discursos eleitorais. O silêncio sempre foi meu bem mais sincero. Meu jeito rude afasta os fracos presos em seus dogmas e mantêm os poucos fortes e sinceros os quais realmente me importam.
Fim de ano! Vamos às compras, um bom disfarce na falta de um abraço simples e sincero.
O maior problema é quando a falsidade vem de dentro e engana-se a si mesmo, encarna-se o personagem, vive-se em uma realidade paralela mais cômoda, porem cedo ou tarde a verdade insiste em bater a porta com um balde vermelho contendo lágrimas, as vezes para ser divido entre você e o ator coadjuvante da peça, as vezes somente para ele. Parece-me que se valoriza mais as palavras que o sentimento de ser amado, quando a verdade surge, ela se espalha pelo ar como um esporófito, não necessitando ser afirmada veementemente como falsos discursos eleitorais. O silêncio sempre foi meu bem mais sincero. Meu jeito rude afasta os fracos presos em seus dogmas e mantêm os poucos fortes e sinceros os quais realmente me importam.
Fim de ano! Vamos às compras, um bom disfarce na falta de um abraço simples e sincero.
Assinar:
Postagens (Atom)