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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pesadelos protéicos

Os assuntos da faculdade me perseguem no bar
Pesadelos protéicos invadem minhas noites
Vizinhos correm com a minha felicidade
O álcool não tem mais o mesmo efeito.
Ranger os dentes a noite vira rotina.
Psicólogo, psiquiatra, calmantes e florais.
O bar só serve para me deprimir mais,
Quase posso enxergar os problemas
No fundo da negra garrafa de vinho tinto.
Insônia.
O sonho se tornou pesadelo?
Jamais, é isso que me faz acordar feliz,
Isso já basta, mesmo que por vezes vá dormir
de orelha quente.
Aliás, a mochila rasgou, espero ser mais resistente que ela...

domingo, 21 de março de 2010

Mundo nas Costas (Atlas)

Hoje a mochila estava mais pesada,
Com ela artigos de primeira necessidade,
Nela instrumentos de minha insanidade
Que a cada dia desaparecem.

Mais um dia,
Mais um esquecimento,
Mais um tomento.
O peso aumenta.
Retiro coisas dela por perder,
Retiro coisas dela por querer,
Retiro coisas dela para devolver.

O vazio é maior que o material,
Contrariando a lógica,
É ele que faz pesar.

O peso se soma aos pesares,
Cada dia minha coluna se inclina
um pouco mais.
Já não levo mais preservativos,
garrafas de vodka ou vinho,
livros de histórias.

Levo o que levarei para a vida.
Com o tempo levarei de forma imaterial,
Mas enquanto isso
colocam-se mais e mais coisas...
Minha coluna é pressionada,
Meu cérebro não resiste.
Logo será o contrário?
Nunca se sabe...

domingo, 28 de junho de 2009

O Cientista e o Hippie

Eu discuti com meu amor terça-feira, sempre que ocorrem discussões graves como aquela, penso em como seria minha vida se ao invés dele tivesse escolhido aquele hippie, alternativo, estranho e feio, porem cult, o qual não me prometia nada além de prazer, diversão e certo byronismo. Ele não discutiria e seria rude comigo dessa forma. Porém escolhi aquele cientista complicado, bonito e com um futuro promissor, que muitos planos me fez.

Amo ambos, porém ainda não esqueci meu primeiro amor, por mais que o segundo me proporcione momentos adoráveis. Depois daquela briga feia de ontem começávamos a nos acertar. Mas o que eu realmente não esperava era rever meu antigo amor hoje. O cenário era um prédio destroçado, conversamos um pouco, eu fiquei hipnotizada com seu olhar profundo e seu jeito de quem acordou e pegou a primeira roupa que achou jogada no chão. Até pensei em agarrá-lo e levá-lo comigo, bebermos um vinho e filosofarmos... Discutimos socializarmos, relembrar aquelas noites voluptuosas...

Mesmo não concordando muito com meu sogro, poderia muito bem conviver com ele afinal, seu Comte é complicado, meio rígido e tudo mais, diz que eu ando levando o filho dele para o caminho errado, que deveria seguir pela direita. Se bem que até ele concordou com minha escolha. Falou que foi a primeira decisão sabia que tive.

Pensei também em manter um triangulo amoroso, mas sei que eu não teria competência para isso... Ficaria exausta, acabaria fazendo a mesma escolha, e meu hippie que nem é tão feio assim não me olharia mais com aqueles olhos encantadores e aquele sorriso adolescente. Melhor continuarmos sendo amigos... O que importa é jamais esquecer dos bons momentos que vivemos juntos, ele acabou me contando que está afim da minha melhor amiga. Eu que apresentei ambos, no inicio fiquei furiosa, rubra de raiva, porém, se não é para nós sermos feliz, que ela o seja, amo ambos também. Agora tenho que ir, meu cientista me espera para tomarmos um café